AMOR SELVAGEM

CONHECIMENTO BRUTO

À MÃO (LIVRE)

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Apresentanção 11.11.2021

Filipe Redondo, 2021
Filipe Redondo, 2021

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Filipe Redondo, 2021
Filipe Redondo, 2021

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Molde de adesivo 3m para um vitral aplicado na primeira semana de setembro de 2021,
Segundo projeto do estúdio tupi na fachada de 23,8m de largura x 7m de altura

do edifício da Forma, projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha.

MÃE-EIFFEL

É uma obra de arte multifacetada entre textos, desenhos, esculturas, fotos, maquetes, projetos e um filme, construída ao longo de quase dez anos de trabalho do Estudio Tupi. A obra pretende ser uma grande celebração do centenário da semana de arte moderna que acontecerá em fevereiro de 2022.

A semana de arte moderna, ou semana de 22 como veio a ser conhecida, é uma efeméride de grande importância para toda a história da arte brasileira, para não dizer de grande importância para toda a história da cultura Brasileira. Um evento que veio ao longo do tempo se consolidar, apesar das críticas, como um dos marcos inaugurais de nossa modernidade. Um evento que contou com uma ausência notável, vide sua apresentação abertamente abrangente (ou até duas ausências se contarmos que Tarsila do Amaral estava em Paris naquela semana de fevereiro de 1922): a arquitetura moderna brasileira não estava lá.

Foi exatamente para preencher esta lacuna que o Estudio Tupi

projetou a obra MÃE EIFFEL

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Mãe Eiffel III - 
d'après Paulo Mendes da Rocha

Fragmento de projeto para um templo: 
Homenagem a efeméride centenária 
da origem de nossa arquitetura: 
o aparecimento da Torre Eiffel Sideral do Morro Azul.

Isto não é um desenho,
não é um wall-drawing,
não é um outdoor,
não é um grafite,
não é pintura,
não é escultura,
não é mural,
não é uma imagem
e não é arquitetura...
Talvez um dia seja um vitral 
para um templo ainda em obras, 
mas por ora, adesivamos os moldes do 
vitral sobre esta fachada...

Texto disponível na plataforma da SP-Arte 365 até o fim do ano.

“Mãe Eiffel IV d'après Sol LeWitt”, da série “Mãe Eiffel”, 2021
“Mãe Eiffel IV d'après Sol LeWitt”, da série “Mãe Eiffel”, 2021

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“Mãe Eiffel VIII d'après Aldemir Martins”, da série “Mãe Eiffel”, 2021
“Mãe Eiffel VIII d'après Aldemir Martins”, da série “Mãe Eiffel”, 2021

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Yemanjoyce
Yemanjoyce

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“Mãe Eiffel IV d'après Sol LeWitt”, da série “Mãe Eiffel”, 2021
“Mãe Eiffel IV d'après Sol LeWitt”, da série “Mãe Eiffel”, 2021

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MÃE EIFFEL nasceu de um fragmento da tese de doutorado de Aldo Urbinati, arquiteto e fundador do Estudio Tupi, apresentada no departamento de Teoria e História da Arquitetura da AA (Architectural Association School of Architecture – London, UK). Durante a pesquisa de campo para a tese em arquivos e bibliotecas, que procuravam colecionar aparições da Torre Eiffel dentro da literatura moderna, Urbinati encontrou ou mesmo reencontrou uma aparição da Torre como objeto literário dentro da obra do poeta franco-suíço Blaise Cendrars quando de sua vinda ao Brasil a quase um século atrás. Este objeto literário, por assim dizer, leva o nome de Torre Eiffel Sideral. Sua aparição se fez no céu setentrional sobre a varanda do casarão de café da Fazenda Morro Azul (Limeira/Iracemápolis). Uma aparição que virou quase uma lenda nos arredores da capital e assim chegou até os Modernistas. Estes praticamente convenceram Cendrars de vir ao Brasil para ver este asterismo no céu. Desta vinda nasceu uma amizade crucial para as trocas de ideias entre nossos artistas (principalmente Oswald, Tarsila e Paulo Prado, mecenas da semana de 22) e o poeta, aqui representando em larga escala a Metrópole-Paris anos 20. Uma amizade que segundo parte da nossa historiografia construiu as bases do movimento antropofágico.

A reconstrução desta lenda, através de documentos de arquivo e especulações teórico-ficcionais montaram a hipótese de que este objeto literário da Torre Sideral poderia ser a peça que faltava na origem da nossa arquitetura bem como na ausência desta na Semana de 22: Um mito fundacional. A obra de arte construída sob o nome de MÃE EIFFEL (nome este batizado por Cendrars em seu romance autobiográfico) pretende sintetizar esta hipótese nas mais diversas mídias. Para inscrever um mito dentro do mito o Estudio Tupi desenhou o projeto lado a lado das obras de Lévi-Strauss e Viveiros de Castro, sem as quais não podemos adentrar o território cosmogônico setentrional de forma segura. Um trabalho entre leituras e releituras antropofágicas.

Parte destes objetos e documentos serão apresentados pela primeira vez ao público durante as próximas semanas desde o dia 11 de novembro com o coquetel de lançamento da nova arte da fachada do edifício da Forma de PMR, atual Uniflex Cidade Jardim, que compõem parte importante da obra MÃE EIFFEL. Depois duas apresentações públicas em dois teatros: Teatro Vitória em Limeira (17 de novembro as 19:00) e outra no Teatro Unimed em São Paulo (25 de Novembro as 19:00) fecham um ciclo de três conferências que pretendem reconstruir a historiografia para poder destarte construir uma arquitetura para o mito de origem.