AMOR SELVAGEM

CONHECIMENTO BRUTO

À MÃO (LIVRE)

press to zoom

press to zoom

press to zoom

press to zoom
1/10

Brincando nos campos do Senhor

E se pudéssemos realmente brincar nos campos do Senhor? Nós pularíamos amarelinha sobre belos jardins italianos? Nadaríamos livremente em um rio do tamanho de um oceano? Estaríamos contando estrelas entremeadas com as sombras dos açaizeiros? Escreveríamos cânticos e contos com urucum? Pintaríamos nossos corpos com belas palavras em várias cores? Nos sonhos e nos jogos de criança, nem sempre procuramos por respostas: as perguntas sempre são mais divertidas de se fazer. Perguntas feitas nos corredores estreitos da arquitetura da cidade, durante a fase do “por quê?” quando criança. Como podemos falar sobre a nossa essência quando estamos longe dela por tanto tempo? Como encarar um fantasma eterno que nunca nos deixou, que foi arrancado abruptamente, mas também não foi totalmente reconhecido, domado?

Alguns dizem que nós só vemos verdadeiramente a ilha quando deixamos a ilha... Aquela imagem idílica e sobrevivente da cidade assombra solenemente, como se deparar com uma ninfa em esvoaçantes vestes brancas que você não consegue verdadeiramente alcançar com os olhos. Talvez nós comecemos a idealizar, como a Belle Époque, que enquanto nós estávamos longe da terra natal, os sonhos realmente se realizaram. Os contos mágicos realmente aconteceram, nunca escritos – sempre ditos, ou desenhados. Como lidar com uma melancolia que não morre, uma dívida espiritual? Não seríamos todos nós engolidos por uma cobra enorme, como dizem os profetas? Eu não acredito realmente que, nos campos do Senhor, nós seríamos seduzidos pela jiboia para comer a manga proibida. Talvez o faríamos nós mesmos, ou até mesmo apresentaríamos à serpente, indo totalmente ao contrário, virando de cabeça pra baixo. Navegando o navio gigante floresta acima. No fim, nós construiríamos um enorme mausoléu, para agradecer a Deus por todas as brincadeiras de criança, para marcar no ponto mais alto da cidade onde nós finalmente dormiríamos o sono eterno e pacífico – e deixando para trás o mistério de se de fato estamos enterrados lá. Um museu fantasma. Um mausoléu santo. Vamos construir uma cidade de brincar.

press to zoom

press to zoom

press to zoom

press to zoom
1/9

press to zoom

press to zoom

press to zoom

press to zoom
1/5

Mit-ô-landia é um projeto em andamento, com a primeira semente plantada no fim de 2015. É um laboratório de arquitetura que visa construir uma maquete de 35 metros quadrados do centro histórico de Belém, Brasil, em madeira balsa. Tem sido continuado, abrigado e cuidado pelo Fórum Landi, um instituto ligado à Universidade Federal do Pará, através de um relacionamento forte e afetivo com estudantes e professores.